PCP evoca Alfredo Dinis (<i>Alex</i>)
O PCP está a promover, no concelho de Loures, um ciclo de iniciativas de homenagem a Alfredo Dinis (Alex), por ocasião do 65.º aniversário do seu assassinato pela PIDE. Alfredo Dinis, de 28 anos, foi morto a tiro no dia 4 de Julho de 1945 pela brigada do tristemente célebre inspector José Gonçalves na estrada da Bemposta, perto de Bucelas, quando se dirigia para uma reunião clandestina com Joaquim Campino e António Dias Lourenço.
Alex, que se deslocava de bicicleta, foi abalroado pela carrinha da polícia e alvejado. Levado para o interior da viatura – onde seria novamente alvejado com um tiro na cabeça –, Alfredo Dinis foi depois atirado para a beira da estrada. Estes acontecimentos seriam, mais tarde, contados por camponeses que assistiram a tudo.
Membro das Juventudes Comunistas desde 1936, Alfredo Dinis foi um activo construtor do Partido nos anos da reorganização de 1940-41, da qual Álvaro Cunhal foi o mais destacado obreiro. Responsável pela célula da Parry & Son e pelo Comité Local de Almada entre 1941 e 1942, Alex assumiria, no final do ano, um relevante papel nas greves ocorridas em toda a região de Lisboa.
Em 1943, é chamado ao Comité Regional de Lisboa e, em Julho e Agosto desse ano, está entre os principais organizadores das greves que se verificam em Lisboa e na Margem Sul, em que participam 50 mil trabalhadores. Em seguida, para escapar à repressão, passa à clandestinidade. Ainda em Novembro desse ano, é eleito para o Comité Central no III Congresso do Partido.
Com responsabilidades atribuídas nas regiões de Lisboa, Margem Sul do Tejo e Ribatejo, tem novamente um papel destacado nas grandes greves de 8 e 9 de Maio de 1944, pertencendo ao Comité Organizador. No ano seguinte, pouco antes do seu assassinato, passou a integrar o Bureau Político.
O primeiro debate, dedicado ao contexto histórico, realizou-se na sede do concelho no dia 27, com a participação de Domingos Abrantes. O segundo, em São João do Tojal, no dia 24 de Abril, será dedicado à Organização do Partido. A 8 de Maio, em Santa Iria de Azóia, estarão em discussão as lutas operárias e, no dia 29, em Sacavém, as forças repressivas e a resistência. Santo Antão do Tojal debate, a 19 de Junho, a imprensa clandestina.
A homenagem termina no dia 4 de Julho, com um comício e uma romagem ao local onde Alex foi assassinado. Em ambas as iniciativas participará Jerónimo de Sousa.
Alex, que se deslocava de bicicleta, foi abalroado pela carrinha da polícia e alvejado. Levado para o interior da viatura – onde seria novamente alvejado com um tiro na cabeça –, Alfredo Dinis foi depois atirado para a beira da estrada. Estes acontecimentos seriam, mais tarde, contados por camponeses que assistiram a tudo.
Membro das Juventudes Comunistas desde 1936, Alfredo Dinis foi um activo construtor do Partido nos anos da reorganização de 1940-41, da qual Álvaro Cunhal foi o mais destacado obreiro. Responsável pela célula da Parry & Son e pelo Comité Local de Almada entre 1941 e 1942, Alex assumiria, no final do ano, um relevante papel nas greves ocorridas em toda a região de Lisboa.
Em 1943, é chamado ao Comité Regional de Lisboa e, em Julho e Agosto desse ano, está entre os principais organizadores das greves que se verificam em Lisboa e na Margem Sul, em que participam 50 mil trabalhadores. Em seguida, para escapar à repressão, passa à clandestinidade. Ainda em Novembro desse ano, é eleito para o Comité Central no III Congresso do Partido.
Com responsabilidades atribuídas nas regiões de Lisboa, Margem Sul do Tejo e Ribatejo, tem novamente um papel destacado nas grandes greves de 8 e 9 de Maio de 1944, pertencendo ao Comité Organizador. No ano seguinte, pouco antes do seu assassinato, passou a integrar o Bureau Político.
O primeiro debate, dedicado ao contexto histórico, realizou-se na sede do concelho no dia 27, com a participação de Domingos Abrantes. O segundo, em São João do Tojal, no dia 24 de Abril, será dedicado à Organização do Partido. A 8 de Maio, em Santa Iria de Azóia, estarão em discussão as lutas operárias e, no dia 29, em Sacavém, as forças repressivas e a resistência. Santo Antão do Tojal debate, a 19 de Junho, a imprensa clandestina.
A homenagem termina no dia 4 de Julho, com um comício e uma romagem ao local onde Alex foi assassinado. Em ambas as iniciativas participará Jerónimo de Sousa.